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18 de maio de 2020

CEO da biofarmacêutica Sorrento Therapeutics afirma que o anticorpo STI-1499 pode oferecer “100% de bloqueio” ao vírus

Na Califórnia, a empresa biofarmacêutica Sorrento Therapeutics afirmou, na tarde desta sexta-feira (15), que encontrou um anticorpo que pode proteger o corpo humano do coronavírus. É o anticorpo STI-1499, que, segundo a empresa, pode oferecer “100% de bloqueio” ao vírus.

Em entrevista ao Fox News, o fundador e CEO da Sorrento Therapeutics, Dr. Henry Ji, afirmou que o anticorpo realmente representa uma cura. “Queremos enfatizar que existe uma cura. Existe uma solução que funciona 100%. Se você tiver o anticorpo neutralizante em seu corpo, não precisará do distanciamento social. É possível abrir a sociedade sem medo”, disse Ji.

O CEO da Sorrento Therapeutics explicou que o anticorpo bloqueia a entrada do vírus na célula humana: “Quando o anticorpo impede que um vírus entre na célula humana, o vírus não consegue sobreviver. Se ele não consegue entrar na célula, não pode se replicar. Então, isso significa que, se impedirmos que o vírus pegue a célula, o vírus acaba morrendo. O corpo elimina esse vírus”.

O anúncio da empresa é resultado de testes pré-clínicos que estavam sendo desenvolvidos com centenas de anticorpos diferentes. Os resultados dos testes feitos pela Sorrento Therapeutics, no entanto, ainda não foram submetidos a uma publicação revisada por pares.

Ações da empresa disparam

Depois do anúncio, as ações da Sorrento Therapeutics dispararam 244%, de acordo com o Business Insider. O valor de mercado da Sorrento Therapeutics, que na quinta-feira (14), era de U $ 549 milhões, chegou a quase US$ 1,9 bilhão nesta sexta.


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14 de abril de 2020

O Ministério da Saúde tem atualizado diariamente as evidências descritas na literatura internacional sobre diagnóstico e tratamento de coronavírus (COVID-19). Desde o dia 5 de abril, o Grupo de Inteligência COVID-19, da Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde, tem reunido as evidências publicadas em artigos. Até esta segunda-feira (13), foram catalogados e avaliados 146 estudos. “A ciência tem sido uma das principais armas utilizadas pelo Ministério da Saúde no combate à COVID-19. Desde o início da pandemia, buscamos a ciência para orientar e subsidiar os gestores e profissionais que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS) na tomada de decisão”, destaca o Secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde, Denizar Vianna.

Além de resumir cada estudo identificado, a publicação, que em breve estará disponível em www.saude.gov.br/coronavirus traz também uma avaliação da qualidade metodológica e a quantidade de artigos publicados, de acordo com a sua classificação metodológica (revisões sistemáticas, ensaios clínicos randomizados, entre outros). A avaliação da qualidade metodológica é essencial, pois somente ela pode trazer indícios do grau de confiança de uma pesquisa.

“É fundamental que estejamos atualizados sobre as opções terapêuticas que vêm sendo avaliadas pelos diferentes países com casos de COVID-19. É uma forma de identificarmos lacunas de evidência que nos auxiliarão na priorização de pesquisas e na otimização de recursos públicos investidos nesta área”, explica a diretora do Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, Camile Giaretta.

Síntese de Evidências 

O Ministério da Saúde também tem elaborado uma série de Revisões Sistemáticas Rápidas, que permitem a identificação de evidências já disponíveis na literatura para subsidiar os gestores na tomada de decisão no SUS. O trabalho é executado pelo Núcleo de Evidências (NeV) da Coordenação de Evidências e Informações Estratégicas para a Gestão em Saúde do Decit/SCTIE que, atualmente, também conta com a colaboração de pesquisadores externos.

Atualmente, o Ministério da Saúde produz 12 produtos relacionados a evidências para apoio à tomada de decisão, como Sumário de Resumos, que categoriza, quantifica e sumariza resumos de determinadas temáticas; Revisão Rápida, que apresenta uma síntese qualitativa ou quantitativa de estudos sobre determinadas temáticas; e Parecer Técnico Científico, que inclui informações econômicas, avaliação metodológica dos estudos incluídos e recomendações.

Segundo Daniela Fortunato, coordenadora de Evidências e Informações Estratégicas para Gestão em Saúde do Ministério da Saúde, esses estudos podem ser utilizados em diferentes contextos. Podem auxiliar, por exemplo, na identificação de opções políticas para o enfrentamento de um problema ou uma emergência em saúde pública; na resolução de dúvidas científicas dos gestores de saúde federais; além de colaborarem na priorização, formulação e implementação tanto de políticas públicas e programas de saúde como de prioridades de pesquisa para o SUS.

Até o momento, oito estudos foram realizados e deverão ser disponibilizados em breve. Entre os temas estão, por exemplo, Revisão Sistemática Rápida Sobre Alternativas Terapêuticas Para Coronavírus Humano; um Inventário de Referências sobre a Covid-19 e uso Racional de Medicamentos: Ibuprofeno e outros antinflamatórios não-esteroidais, inibidores de enzima conversora de angiotensina e bloqueadores de receptores de angiotensina, além de outro que investigou a resposta imunológica e reinfecção de COVID-19.

O grupo está em fase de produção de outros sete estudos relacionados ao novo coronavírus; entre eles uma Revisão Sistemática Rápida Sobre Eficácia e Segurança da Cloroquina e Hidroxicloroquina (Isoladas Ou Em Associação) para COVID-19; uma Revisão sobre segurança da reutilização de máscara N95, FPP2 e FPP3 e uma Revisão Sistemática Rápida que avaliará o impacto das medidas de isolamento social.

“Boa parte das ações do Ministério é pensada e desenvolvida a partir dos levantamentos das evidências científicas que os nossos técnicos vêm realizado. Esse trabalho tem sido fundamental para analisarmos quais são as estratégias de enfrentamento mais adequadas e indicadas ao nosso contexto. Nessa guerra contra o vírus, a ciência é, sem dúvida, a saída mais segura e estruturante dessa crise”, afirma Denizar Vianna.

As informações são do Ministério da Saúde

 

Informação via Terra

 


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25 de março de 2020

Os serviços de hotelaria em hospitais nunca foram simples, mas desde o início dos casos de Coronavírus (COVID-19) no Brasil, ganharam responsabilidades ainda maiores, pois incrementaram os riscos para o colaborador e para pacientes diante desta nova doença. Frente a isso, necessitamos revisar alguns processos importantes para que possamos apoiar na redução da transmissão dentro e fora do hospital. Apresentaremos aqui algumas medidas que devem ser avaliadas pelos gestores das áreas de hotelaria e pelo representante do controle de infecção hospitalar que estão revisitando seus processos diante da pandemia.

Todas as medidas que aqui serão discutidas são apenas ideias que temos implementado em alguns serviços há menos de sete dias ou discutidas em grupos entre gestores de hospitais.

Toda iniciativa para reduzir a circulação do vírus nos hospitais e para apoiar em “achatar a curva” para que o sistema de saúde não fique sobrecarregado e consiga atender com eficácia todos os pacientes graves, que precisam de internação ou unidade de terapia intensiva (UTI) é válida e deve ser ajustada para cada situação. Ou seja, cada hospital deve avaliar as ideias aqui discutidas conforme suas instalações, infra estrutura, capacidade operacional e contingente existente.

Uma das primeiras medidas e uma das mais básicas, seria afastar da equipe de hotelaria os colaboradores do grupo de risco. Lembrando que são considerados grupo de risco, os idosos, os diabéticos, os hipertensos, aqueles que tem insuficiência renal crônica, doença respiratória crônica ou cardiovascular. Muitas vezes encontramos nesta área pessoas com este perfil.

Além disso, devemos reforçar o time de higiene com todo seu contingente, e sendo necessário considerar até eliminar férias neste período e revendo as escalas. Nosso volume de trabalho aumentou muito frente a esta nova situação e as equipes já são normalmente reduzidas. Já era desafiador em situações normais de temperatura e pressão – agora teremos que revisitar as tarefas, a insalubridade e ainda mais a motivação da equipe.

A)    ACESSO e ÁREAS COMUNS

– Serviço de Manobrista

Em grande parte dos hospitais privados, o principal acesso do cliente é de carro. Em função da situação que vivemos, devemos ter atenção aos serviços de manobrista e a novos padrões. Devemos estabelecer novas regras e treinar a equipe para a higienização dos artigos que tenha contato (volante, botões, maçaneta, sensor do carro) tanto antes de entrar no veículo como na entrega ao cliente, pois pode ser um paciente positivado ainda não diagnosticado. Além disso a lavagem das mãos com gel alcoólico deve ser realizada antes e depois de cada carro manobrado e o uso de máscara deve ser considerado durante o trajeto e manobra.

– Serviço de Ascensorista

A necessidade do Serviço de Ascensorista deve ser avaliada em função de sua criticidade. Alguns hospitais têm elevadores pequenos cujo distanciamento seria inferior a 1M e 1M e meio. Talvez possa ajustar a sua função para restringir a quantidade de pessoas e limitar o número de pessoas simultâneas dentro do elevador.

– Equipe exclusiva para Limpeza de Superfícies das áreas comuns

Assim como temos as equipes para limpeza terminal e concorrente, nesta fase crítica, podemos criar uma equipe exclusiva para Limpeza de Superfícies das áreas comuns. Esse é um dos maiores riscos de transmissão devido ao alto tempo de permanência em superfícies. Segundo diversos estudos e publicações recentes sobre o COVID-19, este vírus consegue permanecer em superfície por até 4 dias em vidro, 5 dias em plástico, até 8 horas em alumínio, 4 dias em madeira e 48 horas em superfícies de metal.

Devemos capacitar as equipes para esta tarefa e ter controles específicos para os itens de maior manuseio pelos que circulam neste ambiente como por exemplo, o corrimão das escadas, botão de elevadores (dentro e fora), maçanetas das áreas comuns, interruptores, válvula de descarga dos banheiros entre outros. A rota do Pronto Socorro para a sala de coleta, para as unidades de internação e UTIs devem receber especial atenção desta equipe, incluindo os ambientes da sala de espera, cadeira de rodas e a reposição do álcool gel – sempre com uso do respectivo EPI.

Devemos repensar também a higiene das ambulâncias que chegam com pacientes. Eles deverão obedecer também a um critério de higiene terminal do ambiente do veículo antes de transportar um próximo paciente. Isso também vale para os veículos de transporte interno.

– Restrição para Visitantes e Acompanhantes

Hospitais devem repensar nas regras de acesso para visitantes e acompanhantes, considerando em primeiro lugar, o grupo de risco – que deve ser proibido. Nas UTIs, em casos não relacionados ao coronavírus, deve ser proibido acompanhantes e limitar a visita para 1x ao dia em apenas uma pessoa sem revezamento. Para pacientes positivados ou sob suspeita, não deve ser permitido visitas e nem acompanhantes – salvo pacientes que apresentem necessidades especiais. Neste caso, sem a possibilidade de revezamento, para reduzir e desencorajar o número de pessoas no acesso ao ambiente hospitalar.

B)    PACIENTE INTERNADO:

– Resíduo Sólido

Para o Serviço de Nutrição e Dietética, os profissionais vêm utilizando material descartável nas unidades de isolamento e todo resíduo (orgânico e os próprios descartáveis) estão sendo desprezados no saco branco (resíduo infectante) para evitar qualquer cruzamento em copa ou cozinha das rotas sujas e limpas. O mesmo procedimento tem sido usado para o resíduo de banheiro, como infectante, para que não se misture com resíduo comum e evite a errada segregação.

– Concorrente e Terminal das Unidades

Na área de higiene, para equipe de concorrente e terminal no quarto, deve ser reforçado os pontos de maior manuseio e contato como maçanetas (dentro e fora), interruptores, esfigmomanômetro, controles remoto, suporte de soro, a chamada de enfermagem, a mesa de refeição, a válvula de descarga entre outros.  Aqueles hospitais que utilizam equipamento de UV-C, deve usar antes da higiene terminal e estender para unidades de atendimento em ambientes fechados do Pronto Socorro e salas de SADT. O UV-C passa através das paredes celulares, sendo absorvido pelo DNA, RNA e proteínas resultando na eliminação do vírus. Isso vale também para aqueles que usam equipamentos de Desinfecção por Vaporização e Aerossolização (composto de prata e peróxido) ou que usam Sistemas de Desinfecção Eletrostática com indução por Dióxido de Cloro.

Alguns hospitais de fora do país, que já enfrentam o problema há mais tempo, tem segregado as cadeiras de rodas usadas e macas após o transporte por pacientes positivados ou sob suspeita. Deixam em uma sala exclusiva (como um expurgo) e realizam a desinfecção antes de colocá-las novamente em uso, a fim de garantir um maior controle.

– Equipe de Manutenção

A higiene do ar condicionado, a troca de filtros, limpeza da caixa deve receber maior atenção das equipes nas unidades com pacientes positivados. Dado o volume, os pacientes em isolamento não ficarão somente em leitos com sistema de pressão negativa. Periodicamente uma equipe deve limpar estes ambientes, desde a casa de máquinas de ar condicionado até os sistemas contaminados de acordo com a NBR-14679 assim como as áreas internas que dão suporte à toda operação.

– Coleta de Enxoval

Para o transporte de enxoval, não existem mudanças diferentes daquilo que já cobre a legislação. Mas deve estar atento, principalmente na rota suja, com as determinações já conhecidas de ANVISA, referente a evitar ao máximo a movimentação do enxoval sujo, evitando a disseminação de partículas, impedindo a disseminação de microorganismos naquele ambiente. Deve colocar a roupa cuidadosamente e diretamente dentro do hamper que deve ter sua capacidade obedecida e ser fechado no momento do transporte.

Para o processamento de roupas, se deve seguir o mesmo processo de uso dos EPIS para os colaboradores da área suja que já funcionava nas condições da época Pré-COVID. Tanto na higiene de superfícies e ambientes, os mesmos produtos químicos servem para este momento, devemos estar mesmo atentos aos procedimentos, diluições, frequência etc.

– Óbitos

No caso de ocorrer óbitos relacionado à esta doença, deve se saber que o vírus permanece ativado em fluídos corpóreos, assim como nas superfícies ambientais – que deverão ser higienizadas após a remoção do corpo – desde o leito, da maca, do necrotério e do veículo de transporte do serviço funerário.

– Fake News

Por último, outra iniciativa que os hospitais vêm fazendo está em neutralizar as chamadas Fakes News, como áudios de supostos médicos falando em nome da Instituição com informações desestruturadas em redes sociais e grupos de whatsapp. Hospitais já estão lidando com problemas demais para ter que se preocupar com mais isso neste momento tão crítico.

Para reduzir os efeitos, hospitais por meio de suas assessorias de imprensa, emitem boletins diários com informações a respeito das internações relacionadas ao COVID-19, casos confirmados, internados em apartamentos, em UTIs, etc: a ideia está em estruturar a informação de forma oficial.

Texto de Marcelo Boeger

Via: Hospitais Brasil